Vagueando em terra batida,
por entre charcos e desmedidas fossas,
lá descortinamos um espaço superficialmente folgado
e minimamente favorável para a prática comum.
A claridade não aflui.
A esfera é suavemente sinistra.
Mas a opulenta querença
e a empanturrada ânsia encerra-nos.
Inconscientemente desprendemo-nos da ameaça
e encetamos a permuta de bondade.
As vistas ofuscam-se paulatinamente.
À medida que o fôlego se aflige,
a opacidade aumenta.
Adelgaço o afastamento.
Acerco-te.
Sinto o teu calor…
E num delicado balancear,
deambulo por entre deleitosas torrentes de exultação.
Alternando entre adoçados vocábulos
e indomesticáveis estímulos,
a cadência peitoral avulta-se numa suave percussão.
Pontuada por picos de extremo gozo,
o aumento da sudação denuncia jorros de tremor
…..eleva
e…………….o apogeu a um limiar extravagante.
O amplo pico de efervescência,
imediatamente seguido de emissão,
culmina numa impetuosa queda,
repleta de voluptuosidade.
Envolvemo-nos…
…revivendo minuciosamente o somatório do êxito com júbilo.