Desapareceu o Inaudito.
É agora acarretado com afoiteza
Da cova para onde a
“Incultura” e a agnosia
O endereçaram.
Morreu a Guitarra.
Igualmente ninguém a dedilhará,
Como antes.
Vieram clamores de fora,
Domando o mutismo,
Lembrar-nos
Que tínhamos oculta
A fartura.
Cartorário, em vez de glorioso.
Jamais a pequenez e a sapiência
Estiveram tão plenamente congregadas.
Oferecido à deslembrança,
Converteu fidalgo o alvorecer
Em que foi derrotado pelo escárnio da moléstia.
Morreu,
E não fora a música imortal,
Portugal morria também.