Também intitulada por Revolução dos Cravos, o motim de 25 de Abril sentenciou o fim da ditadura do Estado Novo. A revolução foi pensada, planeada e conduzida por um grupo de militares descontentes com o regime e a situação militar resultante da guerra colonial. Estes combatentes, na sua maioria capitães, unificaram-se no intitulado “Movimento das Forças Armadas” (MFA), e na alvorada do dia 25 tomaram os principais pontos estratégicos da capital. Na tarde desse mesmo dia, o presidente do Conselho, Marcelo Caetano, rende-se no Quartel do Carmo, rodeado pelos veículos de batalha do capitão Salgueiro Maia. A multidão apoiou desde o primeiro minuto o MFA, facto que se traduziu peremptório para o triunfo do movimento. A nação percebeu que os capitães tinham o intento de reconstituir liberdades há muito sumidas e sepultar um regime decomposto e senil. Com a revolução dos cravos regressam as liberdades de convicção, de manifestação e de imprensa.
Desde então, tagarelamos todos sem cagaço de sermos esmurrados por verbalizar e magicar.
Desde então, tagarelamos todos sem cagaço de sermos esmurrados por verbalizar e magicar.